A sucessão de gastos milionários em viagens de Jana, o presidente Lula, saiu em defesa da esposa dizendo que a primeira dama estará onde ela quiser. As críticas cresceram após Jana ter antecipado em uma semana a viagem ao Japão, antes da ida da comitiva oficial do Brasil.
Apesar dos exageros e gastos milionários, da esposa Janja e a equipe que acompanha a primeira-dama. Após a ida ao Japão, a Janja deve ir à Paris.
Em entrevista coletiva, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse neste sábado (29) que a primeira-dama Janja da Silva “não é clandestina” e “vai continuar fazendo o que ela gosta”, depois de ser questionado sobre críticas da oposição sobre os gastos públicos com a ida dela ao Japão e à França.
“Primeiro que minha mulher não é clandestina”, afirmou Lula. “Ela não faz viagem apócrifa, ela faz viagem porque ela foi convidada”, continuou o presidente. Ele deu as declarações em entrevista coletiva antes de deixar Hanói, capital do Vietnã, após visita oficial.
“Ela vai continuar fazendo o que ela gosta. “Ela vai estar onde ela quiser, vai falar o que ela quiser”, afirmou Lula. “É assim que eu acho que é o papel da mulher.”
Lula afirmou que não responderia a oposição sobre esse assunto, e que a primeira-dama também não precisa se explicar.
Nas últimas semanas, a primeira-dama vem sendo alvo de oposicionistas que questionam os gastos públicos com viagens internacionais. Neste mês, Janja acompanhou Lula em visita de Estado ao Japão e, em seguida, foi para Paris participar da cúpula Nutrition for Growth (Nutrição para o Crescimento, ou N4G, na sigla em inglês).
O Tribunal de Contas da União (TCU) chegou a ser acionado, mas arquivou - por unanimidade na semana passada - uma representação do deputado Gustavo Gayer (PL-GO) para que esses custos fossem auditados.
O TCU frisou que já decidiu anteriormente sobre o tema, concluindo que são improcedentes as reclamações sobre as viagens oficiais da primeira- dama.