Os vereadores Delmar Mebius (Barbeiro), Vanessa Sallapata e Diogo Wolf apresentaram, na sessão desta segunda-feira (16/03/26), um projeto de lei que prevê a criação de seis novos cargos no Legislativo de Três de Maio. A proposta, de iniciativa da Mesa Diretora, tem como objetivo instituir cargos de assessores parlamentares vinculados aos partidos NOVO, PT, PDT, Progressistas, PL e Republicanos.
A medida foi recebida com críticas por parte de parlamentares da própria Casa. Os vereadores Antonio de Oliveira, Pato Roberto, Alexandre Ott e Paulo Pereira, manifestaram-se contrários ao projeto, questionando a necessidade da ampliação da estrutura administrativa.
Pela proposta, a criação dos seis cargos resultaria em um custo anual estimado de R$ 218.039,40 aos cofres do Legislativo. Para justificar o impacto financeiro, o projeto prevê a extinção de um dos dois cargos de assessor atualmente existentes. Ainda assim, o aumento de despesas ao longo de uma legislatura de quatro anos pode chegar a aproximadamente R$ 581 mil.
Levantamento apresentado durante a discussão indica que o custo total dos novos cargos, em quatro anos, alcançaria R$ 872.157,60, enquanto a extinção de um cargo representaria economia de R$ 72.679,80 no mesmo período, resultando na diferença mencionada.
CUSTO COM NOVOS ASSESSORES
Quantidade Salário Meses Total
1 assessor R$ 3.028,32 12 R$ 36.339,90
6 assessores R$ 36.339,90 12 R$ 218,039,40
4 anos R$ 218.039,40 48 R$ 872.157,60
1 Extinto 6.056,65 12 R$ 72.679,80
Diferença entre cargos criados e cargo extinto
CRIADOS EXTINTO DIFERENÇA (4 anos)
R$ 872.157,60 R$ 72.679,80 R$ 581.438,40
O vereador Antonio de Oliveira destacou seu posicionamento contrário à proposta, classificando a criação dos novos cargos como desnecessária. Segundo ele, os dois assessores atualmente em atividade são suficientes para atender à demanda de trabalho do Legislativo, prestando suporte a todos os vereadores de forma isenta.
Durante a sessão, Antonio de Oliveira também defendeu medidas de contenção de gastos. O parlamentar sugeriu a adoção de um limite anual de R$ 10 mil por vereador para despesas com diárias. Ele argumentou que, em 2025, apenas o presidente da Casa teria registrado cerca de R$ 30 mil nesse tipo de gasto.
Para o vereador, a redução de despesas pode permitir que recursos economizados sejam devolvidos ao município ao final do exercício, contribuindo para investimentos em áreas prioritárias, como infraestrutura e saúde.
O projeto segue agora para análise da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ).