Dívida do grupo é de aproximadamente R$ 1,1 bilhão; ações despencaram 41%
O grupo Toky, proprietário das marcas Tok&Stok e Mobly, ingressou com um pedido de recuperação judicial para tentar se recuperar financeiramente e reorganizar suas dívidas — avaliadas em cerca de R$ 1,1 bilhão.
A medida reflete o momento do mercado de consumo com os juros altos. Segundo a empresa, o alto endividamento das famílias e o crédito mais restrito não permitem ao consumidor pensar em móveis novos.
A Tok&Stok, ícone do varejo desde 1978, e a Mobly, que dominava o e-commerce do segmento, uniram-se em 2024 no catálogo do grupo Toky. Mas a fusão somou dois problemas em vez de encontrar solução. O grupo herdou uma estrutura pesada em um momento em que o varejo de bens duráveis entrou em uma fase conturbada — com queda de 4% no tamanho do mercado entre 2023 e 2025.
Antes de chegar ao tribunal, a companhia já tinha tentado de tudo: fechou 17 lojas, renegociou R$ 339 milhões com bancos e recebeu um aporte de R$ 100 milhões dos sócios. Mesmo assim, não funcionou.
O pedido de RJ veio com urgência, com a empresa solicitando a liberação de R$ 77 milhões de vendas no cartão retidos por um banco, afirmando que o bloqueio coloca em risco o salário de mais de 2 mil funcionários.
Agora, o grupo entra no chamado stay period — 180 dias de trégua das dívidas — para tentar provar que ainda consegue se reerguer. Ontem, as ações da companhia caíram 41%.