Decisão definiu que autores terão que indenizar os acusados em 10 salários mínimos
A justiça eleitoral classificou como má-fé a acusação de suposta compra de votos por parte Prefeito Fábio Luciano Schakofvski e vice Elson Secconi, eleitos na eleição de 2024, no município de Alegria. Conforme decisão, com fundamento nos arts. 80, II e III, e 81, §2º, do Código de Processo Civil, houve condenação da parte autora, fixando-se multa correspondente a 10 (dez) salários mínimos em favor dos réus.
A denúncia na justiça eleitoral, por suposta compra de votos, teve como autoria a coligação União, que perdeu o pleito eleitoral, ficando em terceiro lugar, obtendo 256 votos (9,21%). O entendimento da justiça foi de que os vídeos foram encenados, visando imputar falso crime aos acusados.
Os denunciantes se basearam em gravações de vídeos, onde o candidato a vereador pelo partido Progressistas, Cláudio Vargas aparece oferecendo e entregando dinheiro às pessoas que se dizem eleitores no município de Alegria. A suposta compra de votos e entrega de cédulas, foram gravadas em vídeos que foram anexados no processo eleitoral.
O candidato a vereador Cláudio Vargas, revelou que foi sondado por um político rival para encenar a compra de votos em nome de Schakofski e Elson Secconi. Vargas, salientou que as gravações teriam sido feitas, após as eleições, apenas com o intuito de questionar o resultado do pleito e conseguir sua anulação.
Conforme sentença da Juíza Eleitoral Vanessa Teruya Bini Mendes, a ação foi julgada improcedente e ainda determinou que o Ministério Público Eleitoral apure eventual responsabilidade criminal de um ex-vereador do Progressistas (que não concorreu no último pleito), bem como dos demais atores que aparecem nas gravações dos vídeos.
O Prefeito Fábio Luciano Schakofvski, frisou o seguinte: “Recebi com grande alívio a decisão da Justiça, que confirma o que sempre defendi: a minha inocência e o meu compromisso inabalável com a transparência e o bem-estar da nossa cidade. Agradeço a todos que acreditaram em mim, agradeço aos meus apoiadores, eleitores, correligionários e familiares. A acusação fraudulenta e a inconsistência da acusação mostram o descrédito dos autores. Também reafirmo minha dedicação pelo futuro de Alegria, focado na gestão, nos projetos pois a justiça liberou para continuarmos trabalhando”.
Schakofvski, acrescenta que “a maior preocupação é com os prejuízos que o município teve, pois perdemos inúmeros recursos e tivemos várias negativas de parlamentares que deixaram a ajudar o município devido ao clima de instabilidade e insegurança que criaram em nossa comunidade”.
O vice-prefeito Elson Secconi, revela que “sempre teve convicção de que a justiça mostraria a verdade. Desde a batida da Polícia Federal em minha casa, por mais que foi uma abordagem tranquila, temos aquela imagem dos agentes revistando nossa casa, procurando o que nunca existiu. Essa exposição, não só minha, mas de toda minha família, até hoje ainda machuca.
Muitas vezes cheguei a pensar se valia a pena tudo isso que eu, minha esposa e minha filha passamos. Foram meses de angústia, de vergonha, pois fui julgado por muitos por coisas que não cometi. Espero que a mesma exposição que tive por alguns meios de comunicação seja dada a esses que realmente usaram de má fé pra tentar nos incriminar.”
Edson Gschneitner, candidato a prefeito pelo União Brasil no último pleito em Alegria, diz respeitar a decisão da Justiça Eleitoral, contudo, discorda do entendimento proferido na sentença. Ele acrescenta que reitera o compromisso inabalável com a ética e a moralidade do pleito, agindo sempre dentro da legalidade e com total transparência para com seus eleitores e a sociedade.