O Ministério da Fazenda anunciou nesta segunda-feira (27) que o governo Lula decidiu voltar com o aumento do imposto sobre os combustíveis. Conforme o ministro Fernando Haddad, essa decisão deve garantir ao governo petista arrecadação de R$ 28,8 bilhões neste ano.
A pasta não explicou, qual será o percentual de reajuste e nem o valor em reais por litro que a população vai pagar mais no combustível. Porém acrescentou somente que os combustíveis fósseis, como a gasolina, serão mais onerados. Especulações acreditam que a gasolina seja reonerada em 71% do PIS e da Cofins, o que representaria R$ 0,49 de aumento por litro ao consumidor final.
A decisão de aumentar os combustíveis tem aval do presidente Lula, pois o comunicado aconteceu após reunião no Palácio do Planalto entre o presidente petista e os ministros Rui Costa (Casa Civil) e Haddad (Fazenda), além do presidente da Petrobras, Jean Paul Prates.
A ala política do governo, porém, teme impacto do aumento dos combustíveis na inflação e na popularidade do presidente, e vinha pressionando pela extensão da desoneração dos impostos.
O governo de Jair Bolsonaro havia zerado as alíquotas da Cide e do PIS sobre os combustíveis, porém a pedido do governo Lula, durante a transição o imposto ficou até dezembro. Mas devido as pressões, Lula decidiu prorrogar a isenção dos tributos federais sobre a gasolina e o etanol.