Grupo enfrenta frio, chuva e calor em 17 dias de cavalgada até o CTG Tropeiros do Buricá
A centelha da Chama Crioula, distribuída em 15 de agosto em Rio Pardo RS, está sendo conduzida por cavaleiros da 20ª Região Tradicionalista. Serão percorridos cerca de 450 quilômetros a cavalo, até a próxima terça-feira, dia primeiro de setembro, quando os cavalarianos chegarão em Três de Maio, após 17 dias de cavalgada.
Conforme José Sparrenberguer, a jornada exige coragem e resistência. Os cavaleiros enfrentam temperaturas adversas ao longo do percurso — do frio intenso à chuva e ao calor — sem abrir mão da tradição. A cada dia, a média de 25 quilômetros percorridos reforça a fibra de quem carrega, com orgulho, a centelha que representa o início das comemorações farroupilhas.
Programação da chegada
A delegação deve chegar em Três de Maio por volta das 16h30 da terça-feira, 1º de setembro, na altura do posto Fritsch Industrial. Em seguida, os cavalarianos desfilam pela rua Horizontina e pela avenida Uruguai, participando do arriamento das bandeiras na Praça Henrique Becker Filho, em alusão à Semana da Pátria. Depois, seguem até o CTG, onde será realizado o protocolo de recepção dos cavaleiros e da equipe de apoio.
Guarda da centelha e distribuição
Na sequência, a Chama Crioula será levada à casa da família do homenageado deste ano, Paulo Alberto da Silva, que morreu em um acidente de trânsito em 9 de setembro de 2007. A chama ficará guardada no local até a sexta-feira, dia 4.
No dia seguinte, os mesmos cavaleiros que buscaram a centelha em Rio Pardo irão buscá-la na casa da família e a levarão ao CTG, para que ocorra a distribuição regional no sábado pela manhã, dia 5, aos CTGs da 20ª Região.
De acordo com José Bombardelli da Silva, patrão da Campeira do CTG Tropeiros do Buricá, cerca de mil cavaleiros devem chegar a Três de Maio no sábado para buscar a centelha da Chama Crioula. A centelha será levada às entidades de 29 municípios que integram a 20ª Região Tradicionalista.