O delegado de Polícia, William Garcez, está em busca de possíveis novas vítimas que possam ter pago valores a um médico de Porto Alegre que atuava em uma clínica conveniada ao Sistema Único de Saúde (SUS). A autoridade policial ressalta que, por atender pelo SUS, o profissional não poderia realizar qualquer tipo de cobrança aos pacientes.
No inquérito, a Polícia Civil concluiu que ao menos dois pacientes, encaminhados pela Secretaria de Saúde de Horizontina para realização de colonoscopia, teriam sido cobrados em cerca de R$ 20 mil, sob a alegação de urgência no procedimento.
Segundo o delegado, há indícios de que os exames não tinham caráter emergencial e poderiam ser realizados pelo SUS, o que configura, em tese, o crime de concussão, previsto no artigo 316 do Código Penal, com pena de 2 a 12 anos de prisão.
William Garcez enfatizou que a Polícia Civil busca identificar outras possíveis vítimas e reforçou o pedido para que qualquer pessoa que tenha sido cobrada indevidamente procure a delegacia e registre ocorrência, contribuindo para o avanço das investigações e a identificação de novos casos.