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Governo Leite lança campanha contra violência as mulheres no Rio Grande do Sul

04/12/2025 06:21
Governo Leite lança campanha contra violência as mulheres no Rio Grande do Sul

O governador Eduardo Leite e a secretária da Mulher, Fábia Almeida Richter, lançaram nesta quarta-feira (3/12) a campanha para prevenção da violência contra as mulheres “Não maquie, denuncie”. O ato realizado no Palácio Piratini reuniu representações de entidades de atendimento à mulher, movimentos sociais e organizações da sociedade civil.

Em sua fala, Leite destacou que governar vai além de executar obras ou organizar o orçamento público. “A sociedade cobra de um governo a entrega material: o asfalto, o hospital, o equipamento público. E é natural que assim seja. Nosso Estado enfrentou momentos difíceis, com crise fiscal e baixa capacidade de investimento, e sabemos o peso dessa cobrança. Mas liderar um governo não pode se limitar apenas a entregar infraestrutura. Nosso papel é também promover avanços civilizatórios, transformar hábitos e fortalecer valores coletivos. Por isso, essa campanha nos lembra que a violência contra a mulher não começa no feminicídio. Ela começa quando alguém tenta silenciar, limitar, controlar. E isso não pode ser normalizado”, enfatizou o governador.

Não maquie, denuncie

A diretora de Publicidade e Marketing da Secretaria de Comunicação, Natacha Gastal, apresentou os detalhes da campanha e destacou que o objetivo vai além da divulgação. “Nós não estamos apenas lançando uma campanha. Estamos apresentando um posicionamento público. A violência contra a mulher não é um problema das mulheres, é um problema da sociedade. Esse é um ponto de virada na forma como o Estado comunica e assume essa responsabilidade”, sustentou.

Natacha lembrou que as barreiras à denúncia não são apenas legais ou administrativas, mas culturais. “A violência não começa no feminicídio. Ela começa nos pequenos sinais, nas agressões invisíveis, nas frases normalizadas, nas piadas que silenciam. Durante décadas, nos ensinaram a perdoar, a compreender, a tratar como normal quem nos violenta. E isso mantém a violência no espaço privado, quando deveria ser tratada como uma questão social. A violência contra a mulher não pode ser uma narrativa naturalizada”, comentou.

 

Fonte: Assessoria de Imprensa