O vice-prefeito de Bom Progresso e mais três réus vão a júri pelo homicídio qualificado do secretário de saúde do município, Jarbas David Heinle, de 44 anos. O júri ainda não tem data marcada e cabe recurso aos quatro acusados pelo Ministério Público do Rio Grande do Sul (MPRS).
O homicídio ocorreu há cerca de um ano e meio e tem como qualificadoras motivo torpe e recurso que dificultou a defesa da vítima.
O caso tramita sob sigilo, porém o site g1 conseguiu apurar que os réus são:
Maicon Leandro Vieira Leite, vice-prefeito eleito na chapa do pai da vítima, acusado de ser um dos mandantes do crime.
Cloves de Oliveira, candidato derrotado pelo pai da vítima nas eleições de 2020, também acusado de ser um dos mandantes.
Sérgio Ribeiro dos Santos, acusado de ser um dos executores.
Matheus Gabriel Müller Merel, acusado de ser um dos executores.
Maicon e Cloves podem recorrer em liberdade. Já Sérgio e Matheus estão presos preventivamente. Veja abaixo o que dizem as defesas.
O Ministério Público denuncia os quatro por homicídio qualificado (motivo torpe e recurso que dificultou a defesa da vítima). A investigação apurou que o crime foi motivado por divergências políticas.
RELEMBRE O CASO
Após confraternização com os amigos no dia 10 de setembro de 2022, o secretário foi surpreendido, ao chegar em casa, com disparos de arma de fogo, que o atingiram na cabeça, no peito, na clavícula e no braço, quando tentou sair do veículo em que estava. Jarbas David Heinle era filho do atual prefeito Armindo David Heinle. Dois réus seguem presos e dois respondem em liberdade.
O crime foi motivado por uma disputa entre dois grupos de política local, sendo um deles ao qual a vítima fazia parte junto com seu pai. Dentre os quatro réus, dois são considerados mandantes e dois executores. Apontamentos indicam que os mandantes ofereceram aos executores pagamento de R$ 50 mil, uma carta de recomendação de emprego e uma promessa futura de emprego na Prefeitura de Bom Progresso, com salário de R$ 3 mil.