O delegado de polícia William Garcez, revelou durante entrevista coletiva, diversas irregularidades realizadas pela administração do hospital ADESCO, na cidade de Humaitá. Conforme apurado na Operação Majestade, a administradora do hospital é apontada como responsável pela prática de crimes de concussão (art. 319, CP), peculato (art. 312, CP), falsidade ideológica (art. 299, CP), associação criminosa (art. 288, CP) e estelionato contra a administração pública (art. 171, par. 3°, CP).
Entre os crimes, o delegado revelou que o hospital cobrava do SUS – Sistema Único de Saúde, procedimentos que tiveram pagamento particular, planilhas de serviços encaminhadas ao SUS com adulteração (cobrando serviços não realizados ou pagos particular). Familiares de pacientes internados pelo SUS, eram convencidos a buscar medicamentos na farmácia do município ou pagar ao hospital, mesmo estando internado pelo SUS. Também foi constatada cobrança de especialidades não existente no hospital e internações eram colocadas com período maior do que de fato aconteceu (ex. internação de um dia era cobrado três dias do SUS).
O delegado classificou muito estranha duas situações: notas fiscais emitidas em nome do hospital, com a compra de torneiras, cubas, porcelanatos, argamassa que foram usados na casa da investigada. Ainda notas fiscais, referente a compra de produtos estéticos que não são realizados pelo hospital.
A operação teve início no em 2022, mas investigou ações ocorridas entre o ano de 2019 até 2022. Outra situação que chamou atenção da polícia foi que a administradora registrou na Delegacia de Polícia, um arrombamento e sumiço de documentos após os técnicos do SUS terem iniciado uma auditoria nos serviços prestados pelo hospital ADESCO.
Após a prisão realizada na última terça-feira (9), a administradora que tem cerca de 46 anos, foi encaminhada ao presídio de Três Passos. Um advogado de Santo Ângelo está cuidando da defesa da acusada dos crimes. Além da administradora, outras duas pessoas foram apontadas como suspeitas de participarem das fraudes, o presidente da instituição e uma secretária. O presidente que é pai da administradora e a secretária que é nora, foram afastados das atividades e estão proibidos de manterem contato com os profissionais do hospital.
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