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Nos próximos 15 anos, 85% dos produtos utilizados no campo devem ser biológicos

02/08/2022 21:11
Nos próximos 15 anos, 85% dos produtos utilizados no campo devem ser biológicos

Atualmente usamos 85% de produtos químicos e 15% de produtos biológicos. Existe uma estimativa de que, em 15 anos, vamos usar 85% biológicos e 15% de químicos”. Estas são as palavras do Prof. Dr.  Sergio Miguel Mazaro, da Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR), especialista em fitopatologia e Manejo Biológico.

Ele explica que esta estimativa é reflexo de questões como, por exemplo, a perda da eficiência de fungicidas. “Com o passar do tempo ocorreu o processo de seleção de patógenos e atualmente vários produtos estão funcionando muito pouco”.

Outro ponto que o professor cita é os desafios fitopatológicos, como a questão de fungos de solo e nematoides. “Os fungicidas, quando aplicados na parte aérea, não conseguem chegar ao solo, nem atingir o sistema radicular. Então não atingem o alvo biológico. Neste sentido, a única forma de controle é com o manejo das culturas e uso de biológicos”.

Uma terceira questão levantada pelo especialista é que a demanda por um processo de produção mais sustentável está cada vez maior. “E é ai que o uso de biológicos ganha força e entra no manejo e trazendo mais eficiência”.

Para ter eficiência de controle é preciso ter entendimento, principalmente da utilização racional das diversas soluções existentes. “Isso é, usar o que realmente é necessário, usar produtos de qualidade e que cumpram seu objetivo. Estes pilares são importantes dentro do manejo biológico para tornar o processo produtivo mais eficiente e sustentável.”.

O professor ainda dá algumas dicas para o bom uso dos biológicos:

- utilizar produtos de concentração conhecida e livre de contaminantes;

- utilizar de uma maneira que consigam atingir o alvo biológico;

- aplicação em condições ambientais favoráveis, especialmente de umidade;

- conhecer a especificidade da cepa do agente biológico contido no produto;

- verificar a compatibilidade química e biológica do produto;

- aplicar no sistema, ou seja, nas mais diferentes culturas, com isso, buscando reduzir a fonte de inóculo.

 

Case de sucesso

Um bom manejo biológico pode trazer inúmeras vantagens. Um grande exemplo é a utilização do inoculante biológico Phós’UP, da Tradecorp, empresa brasileira parte do Grupo ROVENSA, holding portuguesa líder em agricultura sustentável. “Ele é capaz de incrementar a produtividade da cultura da soja em até 8,7 sacos por hectare”, explica o coordenador técnico da Tradecorp, Fernando Bonafé.

 Ele é formulado com a bactéria Pseudomonas fluorescens e possui alta aptidão para solubilizar o fósforo e promover o crescimento vegetal. “Os resultados de registro comprovaram a eficiência do produto em duas formas de aplicação: no tratamento de sementes e em mais uma inovação que o produto traz que é a inoculação via pulverização foliar. É o primeiro produto do mercado a ter registro para este tipo de aplicação e uso”.

“Está claro para nós que o futuro da produção agrícola está cada dia mais no que fazemos no presente. Por isso, investir em tecnologias biológicas inovadoras vão nos permitir produzir mais com menos, de forma natural e sustentável, recuperando e preservando nosso bem mais preciso, o solo”, explica o coordenador.

Para o professor Sérgio, o manejo das lavouras com o uso de produtos biológicos segue as premissas de utilização de maneira racional, efetiva e seguindo princípios de sustentabilidade. “Se conseguir usar produtos biológicos seguindo os parâmetros ideais, terá como resultado mais produtividade, com qualidade e segurança alimentar”.

 

Sobre a Tradecorp

A Tradecorp, uma empresa do Grupo Rovensa, é referência global no setor de bioestimulação e nutrição sustentável de cultivos, desenvolvendo e fabricando soluções de primeira linha e inovadoras que são comercializadas em mais de 60 países em todo o mundo. A Tradecorp oferece um portfólio premium abrangente de produtos globalmente adaptados às condições agronômicas locais e inclui soluções como bioestimulantes, quelatos e soluções microbianas.

As recentes aquisições estratégicas, como a Microquimica, no Brasil, e a SDP, na França, levaram a um crescimento sem precedentes da empresa e à ampliação do portfólio diferenciado da Tradecorp, ao incorporar soluções microbiológicas, como inoculantes e extratos bacterianos, além de adjuvantes.

Para a pujante agricultura brasileira, Tardecorp oferece um amplo portfólio de fertilizantes, biofertilizantes, bioestimulantes, inoculantes, adjuvantes e reguladores de crescimento, ideais para atender as necessidades agronômicas dos mais diversos cultivos, trazendo produtividade com qualidade e segurança para o homem e o ambiente.

Sediada em Hortolândia, interior do estado de São Paulo, a Tradecorp possui nas proximidades de sua matriz um moderno centro de distribuição logística, estrategicamente localizado às margens das melhores rodovias do estado de São Paulo, e uma moderna fábrica que produz para o mercado nacional e internacional. Adicionalmente possui quatro depósitos logísticos avançados em Cuiabá (MT), Luiz Eduardo Magalhães (BA), Uberaba (MG) e Ibiporã (PR).

Dentro de um plano de responsabilidade socioambiental, a Tradecorp é associada e acionista do Instituto Nacional de Processamento de Embalagens Vazias (inpEV), que visa dar destinação correta às embalagens de agroquímicos recolhidas junto aos agricultores. Em seu negócio no Brasil utiliza, em quase a totalidade de seu portfólio, embalagens da Campo Limpo, uma indústria do Sistema inpEV, que utiliza como matéria-prima o material recolhido do campo, fechando o ciclo e trazendo mais sustentabilidade para a operação no Brasil.

Para mais informações, acesse www.tradecorp.com.br.

Fonte: Agência Brasil