Durante entrevista dos diretores do Hospital São Vicente de Paulo de Três de Maio, na terça-feira (05-05-20) da semana passada, na rádio Cidade Canção FM, ficou claro que cerca de 80% dos atendimentos na emergência da casa de saúde, deveriam ocorrer nas unidades básicas dos municípios referencias. Além de Três de Maio, o HSVP é referência para os municípios de Independência, Alegria, São José do Inhacorá, Boa Vista do Buricá e Nova Candelária.
Conforme o Diretor Administrativo Élcio Callegaro, a emergência atende mensalmente cerca de 2,5 mil pessoas. Callegaro acrescentou que o problema se agrava a partir das 14h das sextas-feiras e se estende durante todo o final de semana. O diretor frisa que de acordo com o sistema de triagem, cerca de 400 atendimentos se enquadrariam em casos de emergência ou urgência. Os demais deveriam ser atendidos na rede básica dos municípios.
O diretor Técnico Clóvis Tomasi, explicou que caso de emergência é quando o paciente chega acidentado, com sintomas de infarto ou caso grave que precise de atendimento imediato. Já os casos de urgência, são situações que podem esperar até seis horas para receber atendimento (dependendo da avaliação na triagem).
O Diretor Administrativo Élcio Callegaro, chegou afirmar que o assunto do grande número de pessoas atendidas no setor de emergência, deve ser abordado novamente com os prefeitos. O município de Independência se pronunciou para a nossa reportagem, afirmando que o número de munícipes atendidos na emergência do HSVP diminuiu nos últimos meses.
O maior número de pacientes atendidos na emergência no HSVP é do município de Três de Maio. Após a veiculação da entrevista, ocorreram comentários de que faltam médicos na rede municipal e por isso acabam procurando a emergência do Hospital São Vicente de Paulo.
Nesta semana nossa reportagem recebeu reclamação de que faltam médicos nas unidades do interior Consolata e Progresso. Conforme informações, uma vez na semana um profissional da cidade vai para o interior, porém deixa a comunidade urbana desassistida.
Outra reclamação é referente ao ESF do Bairro Pró-Morar que ainda não teve a obra de melhorias concluída e tem causado muitos transtornos para a comunidade, principalmente aos idosos que até precisam pagar táxi para ir consultar no posto improvisado no bairro São Francisco.
O vereador Josias Correa, chegou afirmar que cobrou a secretária municipal de saúde, mas até o momento o caso ainda não foi resolvido. Ele acrescentou que a reforma começou em setembro do ano passado e a situação se encontra num abandono total.
Sobre os casos de falta de médicos no interior, a Secretária de Saúde Gislaine Mella, disse que a médica de Consolata está em licença gstante e o médico do ESF de Progresso está com atestado médico.