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05/09/2013 | Política | Jerônimo Goergen

Setor produtivo cobra solução para impasse em uso de defensivos

Deputados ligados à bancada agropecuária da Câmara foram recebidos nesta quarta-feira (4) pela ministra-chefe da Casa Civil, Gleisi Hoffmann. Os parlamentares cobraram a edição de um decreto que autorize a liberação emergencial de defensivos agrícolas para o controle de pragas e doenças em regime de urgência. O temor dos produtores neste momento é em relação ao controle da lagarta helicoverpa amígera, que já provocou prejuízos de quase R$ 11 bilhões.  “Há um problema legal que só pode ser solucionado com a edição de um decreto governamental, autorizando a importação de um produto não registrado no Brasil. A ministra Gleisi nos pediu um prazo de cinco dias para encaminhar uma saída para o impasse”, explicou o deputado Jerônimo Goergen (PP-RS).

No encontro, os parlamentares também cobraram uma solução para a proibição do uso de defensivos agrícolas que contenham os princípios ativos imidacloprido, clotianidina, fipronil e tiametoxam, em virtude do risco às populações de abelhas. A proibição foi anunciada pelo Ibama em julho do ano passado e depois adiada temporariamente. Os produtores reclamam a falta de produtos alternativos aos proibidos pelo órgão ambiental. Além de Gleisi, também estavam presentes à reunião o ministro da Agricultura, Antônio Andrade, os secretários de Defesa Agropecuária, Rodrigo Figueiredo, e de Política Agrícola, Neri Geller. Também participaram do encontro os presidentes da Embrapa, Maurício Lopes, e do Ibama, Volney Zanardi Junior.

Aviação agrícola

O deputado Jerônimo Goergen (PP-RS) também acompanhou o presidente do Sindicato Nacional das Empresas de Aviação Agrícola (Sindag), Nelson Paim, em audiência com o ministro da Secretaria de Aviação Civil (SAC), Moreira Franco, que ouviu o relato sobre os problemas enfrentados pelo setor.

Com 231 empresas registradas na Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), a aviação agrícola reúne 1.848 aeronaves e gera cerca de 7 mil empregos diretos. De acordo com Paim, o segmento está sendo penalizado com uma alta carga tributária, que representa 25% sobre o faturamento contra 8% praticado em outros países. Além disso, o alto custo dos combustíveis consome cerca de 32% do faturamento. Neste caso, a reivindicação dos empresários é a extinção da CIDE e a redução de ICMS. Na lista de pleitos encaminhados a Moreira Franco também estão incluídos os pedidos de abertura de linhas de financiamento de aeronaves e apoio à formação de pilotos e mecânicos. O setor se recente da falta destes profissionais

O deputado Jerônimo Goergen (PP-RS) também cobrou uma maior simplificação dos procedimentos da Anac em relação às empresas e o apoio institucional dos órgãos de aviação do governo para combater projetos de lei que pretendem extinguir a aviação agrícola. “Há pelo menos quatro propostas no Congresso neste sentido que não podem seguir tramitando. Estamos falando de milhares de postos de trabalho de um setor que está pedindo apoio para crescer, gerar mais postos de trabalho e divisas para o país”, justificou o parlamentar.


Produção: Apolos Neto

Jerônimo Goergen
Deputado(a) Federal | PP