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13/05/2016 | Fórum Judicial | Notícias

Médico é denunciado por morte causada por negligência e imperícia

A Promotoria de Justiça Criminal de Santa Maria ofereceu denúncia nesta terça-feira, 10, contra o Médico ginecologista Antonio Augusto Caffarate Neves Silva. De acordo com as investigações, em 29 de m

A Promotoria de Justiça Criminal de Santa Maria ofereceu denúncia nesta terça-feira, 10, contra o Médico ginecologista Antonio Augusto Caffarate Neves Silva. De acordo com as investigações, em 29 de março do ano passado, ele matou culposamente Maria Aparecida dos Santos Amaral, por negligência e imperícia. Conforme o laudo de necropsia, a mulher morreu por “insuficiência respiratória aguda devida a tromboembolismo pulmonar”. A denúncia é assinada pelo Promotor de Justiça Carlos Augusto Cardoso Moraes, em substituição.

Na denúncia, o Promotor pede que ele seja condenado por homicídio culposo, com aumento de pena porque o crime resultou de inobservância de regra técnica de profissão.

Segundo as investigações, o Médico agiu com imperícia ao realizar procedimento de videolaparoscopia para retirada de um cisto no ovário da paciente. Durante a cirurgia, por não observar regra técnica da profissão, ele perfurou a alça intestinal da paciente, o que, por negligência, não foi percebido.

Na sequência, ignorando as queixas de dores abdominais da vítima, Antônio Neves da Silva, de forma negligente, deu alta médica no dia seguinte sem realizar novos exames para investigação diagnóstica. Em 28 de março, a paciente voltou ao hospital com dores severas. O Médico, então, realizou novo procedimento cirúrgico, quando então constatou a perfuração intestinal e realizou o reparo, iniciando tratamento com antibiótico.

No entanto, a mulher apresentou infecção generalizada, dificuldade de respirar e, no dia 29, foi submetida à nova intervenção cirúrgica, durante a qual teve uma parada cardíaca e não resistiu.

Para o MP o denunciado agiu com imperícia e negligência, pois não tomou os devidos cuidados no momento do procedimento ao perfurar o intestino da vítima e não percebeu o ocorrido, além de não realizar investigação diagnóstica quando a ofendida queixou-se de dores abdominais, evolução esta diversa do esperado no pós-operatório.


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